
De um lado a tela,
Do outro a guitarra,
Solte-se do corpo a alma subjugada.
Solte-se e voe livre, solte-se de vida amarga.
Livre pr'a imaginar,
Livre pr'a sonhar,
Livre, alma afortunada,
Voa alto sem cessar.
A consciência, essa,
Esqueci-a por breves momentos,
Desbravando este mundo e outros,
Pr'a alguns difíceis de imaginar...
Falo aos sete ventos na esperança de te encontrar.
Leva-me contigo!
Quero ver o que tu vês,
Curtos momentos em que me perco de vez em quando
Ou de quando em vez.
Leva-me, em busca de inspiração
Ao encontro de Artemisa,
Minha Deusa e musa de eleição,
Dá-me o que o coração precisa.
Concede-me apurada sensiblidade,
Mostra-me Amor,
É só o que te peço,
Concede-mo por favor!
A beleza tua enche meu coração e nele reside,
Com todo o fervor e eloquência a minha poesia sobre ti incide.
E esse esplendor que é teu e só a ti pertence,
Nada o supera, nada o vence.
Tudo o que és…
Pinto, canto, vivo pr’a te elevar.
Todos te vêem, jogam olhares,
Pinto, canto, vivo pr’a te elevar.
Todos te vêem, jogam olhares,
Mas poucos param pr’a te admirar,
E os que o fazem,
De Artistas são chamados
Bonito de se dizer, bonito de se ouvir,
Mas muitos são artistas,
De Artistas são chamados
Bonito de se dizer, bonito de se ouvir,
Mas muitos são artistas,
Artistas não aclamados.
Mas na busca da beleza e perfeição,
Vai-se o Artista do mundo material,
Perdendo-se num mundo de cores intensas,
Vai-se o Artista do mundo material,
Perdendo-se num mundo de cores intensas,
E brilho fora do normal.
Aí se eleva a um novo nível de vibração,
Aí deseja ficar, vivendo essa sensação,
Aí pode voltar sempre que quiser,
Apenas não pode permanecer,
Pois o verdadeiro Artista deve ter coragem,
Aí deseja ficar, vivendo essa sensação,
Aí pode voltar sempre que quiser,
Apenas não pode permanecer,
Pois o verdadeiro Artista deve ter coragem,
Coragem de enfrentar a aventura que é viver.
Volto a mim,
Branca… a tela está vazia,
Com a guitarra nada compus,
Branca… a tela está vazia,
Com a guitarra nada compus,
Sinto uma brisa fria.
Detenho-me por instantes,
No que vi, estou a pensar,
Perco-me outra vez,
De novo estou a viajar.
Um ciclo de idas e vindas,
No que vi, estou a pensar,
Perco-me outra vez,
De novo estou a viajar.
Um ciclo de idas e vindas,
De mundos onde só a mente pode alcançar.
E longe de ser fogo de vista,
É esta a sua essência,
A sua razão de ser,
E pr’a que este perdure,
E pr’a que este perdure,
Assim deve permanecer...
A Natureza do Artista
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